A Apple acaba de lançar sua mais nova criação: o iPad. Ele foi apresentado em um evento entitulado “Latest Creation”, realizado hoje em San Francisco.

As más notícias primeiro:
- não é todo transparente (com nível de opacidade variável);
- não é levemente flexível (deformável até certo ponto);
- a tela não alterna entre totalmente fosca e luminosa.
(Quem sabe nesta década ainda...)
Não encontrei informações sobre reconhecimento avançado de escrita, mas o resto dos meus desejos se confirmaram:
- ele é fino e leve (um pouco mais de um centímetro de espessura e menos de 700 gramas);
- a bateria tem duração de dez horas (o que ainda pode ser pouco para um dia inteiro, mas já está de bom tamanho);
- todos os aplicativos da App Store, que rodam no iPhone/iPod, também rodam no iPad (com execução em tamanho padrão ou tela cheia);
- ele é todo feito em metal e vidro;
- ele tem uma capa oficial, que abre como um livro;
- todas as formas de visualização do iPhoto estão disponíveis (Faces e Places, por exemplo);
- Além da iTunes Store e da App Store, há uma loja específica para iBooks;
- Todo o resto tem a interface levemente modificada para aproveitar a tela maior (9,7 polegadas).
Esqueci de alguma coisa?

E ainda há alguns pontos acima das minhas expectativas:
- ele tem um processador próprio (o Apple A4) de 1GHz;
- o que muitos esperavam para o iPhone/iPod: uma versão especial do iWork, feita especificamente para o iPad, aproveitando o multitoque, a ser vendida diretamente pela App Store (a dez dólares, cada aplicativo).
Haverá modelos com e sem modem 3G. A diferença visual mais clara é uma pequena barra de plástico no topo, mais atrás, necessária ao modem. O modelo de 16GB sairá por 500 dólares e todos os modelos estão livres de fidelidade (mesmo se for contratado um plano 3G).

Como esperado, não há suporte ao Flash: o mesmo passo ousado dado no iPhone/iPod, já que não existe ainda uma substituição completa e muitos sites continuam exigindo esse plugin. É verdade que provavelmente não usaremos mais o Flash em um futuro próximo, mas sua falta no presente pode ser inconveniente, mesmo que ela seja um incentivo a mais para a transição.
Para quem já tem um plano 3G no celular, seria interessante poder usar o Bluetooth para transferir o acesso à Internet do iPhone para o iPad. Provavelmente, será possível, mas não encontrei qualquer lugar onde isso fosse mencionado.

Já existe uma página oficial. 
É impossível ficar indiferente ao iPad. Ele é revolucionário ou apenas um iPod aumentado? Será um marco assim como o iPhone ou apenas o próximo gadget em perene moda? Uma revolução em termos de convergência digital ou uma peça de carisma gerado pelo "campo de distorção da realidade" de Steve Jobs?
Provavelmente, tudo isso junto. 
Fontes: MacMagazine, Macworld, Ponto Mac, Blog do iPhone (que fez uma cobertura ao vivo do evento)
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